quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A minha vida anda por aí espalhada


Não, mas quase.
Então não é que recebi hoje um e-mail da Universidade Católica a publicitar os seus mestrados???
Pergunta 1 que me ocorreu: COMO é que esta gente tem o meu e-mail???
Pergunta 2 que me ocorreu: COMO é que esta gente sabe que estou a terminar uma licenciatura e a próxima fase é o mestrado???
Pergunta 3 que me ocorreu: Se esta gente sabe tanta coisa, COMO é que não sabe que eu não estou com ideias de fazer mestrado???
Pergunta 4 que me ocorreu: Se esta gente sabe tanta coisa, COMO é que não sabe que eu nunca iria para uma universidade que tivesse «Católica» no nome???



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Já tratei da juba mesozóica e outras novidades mais artísticas

Eu bem que tirei fotografias, mas o meu eterno problema da preguiça crónica leva-me a não usar máquina, e com o telemóvel ficaram uma bela porcaria (não, não é por a cara ficar ainda mais traumatizante, é mesmo porque não se percebia o corte), mas basicamente a situação é esta:

Objectivo:


Resultado:
E gigantíssimo em baixo, claro, que isso é da praxe. Acho que a minha cabeleireira até tem pesadelos quando lá vou. Não, a sério. É que a juba mesozóica embaraça-se que sei lá, eu sou uma esquisita de primeira, quando resolvo fazer aquilo a que se chama penteado, quero uma versão aproximada que dê o mesmo efeito mas muito simples e nada de mudanças brutais...Enfim, coitado de quem me atura.
Mas estou satisfeita com o resultado!

Ah, não que isto interesse muito ao mundo mas pronto...

Mudando de assunto... Estreia sábado no Teatro Sá da Bandeira o espectáculo de teatro de revista que ando a ensaiar há cerca de três meses, ultimamente todos os dias. Hoje é ensaio geral, com roupas e tudo, e pela primeira vez tenho um camarim só para mim, e é uma excitação. Ah, e pela primeira vez também tive uma desculpa para comprar glitter, brilhos, batom, flores de várias cores para o cabelo (que não usaria no dia-a-dia, vá)! Bem, e hoje vai ser mais uma noite de ensaio com dormida não-à-vista. Se houver fotografias no sábado, depois passo cá a partilhar (ah, já agora, vou actuar às quintas, sextas , sábados à noite e domingos às 5horas. É, é meio profissional a coisa...).


sábado, 19 de novembro de 2011

Imagens preferidas de... Kerli

Para quem não conhece, a Kerli é uma cantora estoniana (da Estónia, portanto). O seu estilo de música é difícil de definir (existe esse «problema» também com a minha querida Emilie Autumn) e as músicas diferem bastante entre si, por isso, se estiverem interessados, o melhor é mesmo ouvir. A particularidade da Kerli é que cria grande parte das suas roupas e cenários. Criou uma comunidade de amigos chamada MoonChildren e um estilo de vestuário chamado Bubblegoth que, segundo a própria, pretende tornar brilhantes as coisas obscuras e obscuras as coisas brilhantes. A mascote dela é um ursinho com uma máscara de gás, que se chama ILU (e isto vem das iniciais de I Love U). E pronto, é isto.

As minhas imagens preferidas da Kerli são estas:




























( esta última imagem é mais antiga, ela teria uns 15/16 anos e fazia lembrar a Avril Lavigne. Pelo menos a mim, faz.)

domingo, 23 de outubro de 2011

A minha casa assombrada

Ainda não vos tinha falado do fantasma que mora em minha casa. Pois é, nunca o baptizamos, mas ele por cá anda e damo-nos bem com ele.

Deduzimos que se encontra na fase da adolescência, porque bate portas muitas vezes. Especialmente quando está vento. Às vezes faz barulhos estranhos, normalmente de noite.

Gosta muito de electrónica: faz a máquina de lavar roupa dançar, o computador bloquear e brinca frequentemente com todos os electrodomésticos em geral, que constantemente avariam por sua causa.

Mas é genenoso: traz-me aranhas para o escritório de vez em quando, para eu não me sentir sozinha, e até já me presenteou com um sapo. Só gostava era que ele às vezes se lembrasse de me perguntar de que é que EU gosto. E não incluíria sapos na lista de certeza.

Bem, recentemente voltou a dar sinais de vida (?!). Primeiro, foi a fuga de gás. Lá fomos nós comer para a outra cozinha (com outra conduta de gás, ou lá como se chama) e quase explodia a panela das batatas fritas porque o óleo de soja ferveu e fez imensa espuma. Lá se foi o jantar, a casa ficou inteira. Hoje, resolvida a fuga de gás, óleo de soja no lixo e pensamento positivo a caminho, descobre-se uma fuga no cilindro. Resultado: não há água quente. Até amanhã à tarde. Pois.


Temos levado as brincadeiras do fantasminha com bastante sentido de humor, mas se calhar podiam ser mais espaçadas no tempo. Digo eu.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Imagens preferidas de... Emilie Autumn

Vou iniciar uma espécie de secção aqui no blog, intitulada «Imagens Preferidas de...». Como o nome indica, servirão para colocar as minhas imagens preferidas de alguém. Como não poderia deixar de ser, começo pela Emilie Autumn ( foi difícil escolher!). Gostava também de propor que, no final, me digam qual das imagens que escolhi é a que gostam mais.























!








sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eu já tinha uma noção de estilo. Bem, nem sempre...


Venho partilhar com vocês mais umas preciosidades do baú das recordações. Lembram-se da fotografia que vos mostrei há poucos dias? Sim, essa, da altura em que eu era pseudo-punk ( pseudo porque achava que era mas não era, como vão ver a seguir). Resolvi ir procurar mais algumas dessas raridades e mostrar-vos. Não é por nada mas começo a achar que me ficava melhor. Ah, só para terem uma ideia, andava entre os 15 e os 17 anos.



Ora vejam lá:







Que tal?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Utilidades


Fazem um acordo ortográfico para retirar a identidade à nossa língua mas, no meio de tanta gente inteligente e pró-lusofonia ou o carago, ainda não houve nenhum idiota ( entenda-se, pessoa com ideias ) que se que se lembrasse de pôr um «n» no «muito».
É que era muinto mais útil!!!




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Coisas Bonitas Que Parecem Feitas à Mão ... e São

Hello!

O dia está a modos que uma seca. Segunda-feira não me vou queixar disto de certeza e, não sei porquê, não me parece que estarei mais satisfeita ( regresso às Jaulas, remember? ).

Por isso, trago-vos algo que já era para ter partilhado com os Teddybears, mas entretanto foram-me surgindo outras ideias e esta ficou para trás. Venho partilhar mais uma quase-obra-de-arte que habita nesta casa e que foi feita com criatividade, desta vez não da minha pessoa, mas da pessoa da minha mãe. Ora cá está o objecto:





( as partes que possam eventualmente parecer azuis não o são, são roxo escuro )

Trata-se portanto de uma espécie de suporte para vela. Para chegar a este resultado bastou cobrir uma peça redonda de cortiça com o tecido roxo, prender com alfinetes, tapar os alfinetes com a flor por cima, e colocar uma vela por cima disso tudo, para embelezar.

Aprovam?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É nestes momentos que uma pessoa sabe quem são os verdadeiros amigos

Então dá as Navegantes da Lua no Canal Panda todos os santos dias às 21h e não há uma criatura que tenha a fofice de fazer o obséquio de me prevenir??? ( sim, claro que gosto delas, de onde é que acham que veio o meu nome, hum? )




Deixem-se estar. Não, a sério. Fiquem descansadinhos. A minha lista negra acaba de ser preenchida com mais uns nomezinhos. MUAHAHAHAHAHAHA !!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tudo o que tenha a ver com comida não precisa de títulos sugestivos.

A minha relação com a cozinha foi sempre algo catastrófico. Primeiro, com a própria comida. Aquela velha máxima « o que não mata engorda » diz-nos, assim como quem não quer a coisa, que o chocolate, os bolos, e tudo o mais que contenha açúcar ( e, numa perspectiva mais dramática, tudo o que ingerimos ) vai parar àqueles sítios a que não queremos e, por isso, ver uma tablete de chocolate pode ser tão agradável quanto desanimador.

O segundo elemento desta minha relação com a cozinha é o próprio acto de cozinhar. Tinha eu 9 anos, andava na escola primária, e já algumas meninas sabiam estrelar um ovo. Eu, nada. Tinha eu 12 anos, andava no sexto ano, e já algumas meninas ( e meninos ) sabiam fazer um arroz ou um bife, em caso de necessidade. Eu ainda não tinha chegado à fase do ovo estrelado. Tinha eu 15 anos, andava no décimo ano, e já algumas meninas cozinhavam ao chegar a casa, durante a semana, porque as mães vinham tarde do trabalho. Eu continuava na fase do «ponho-a-mesa-e-já-é-muito». Tinha eu 18 anos, acabada de entrar na faculdade, e verifico que algumas meninas já cozinhavam diariamente, rotineiramente, e também inventavam pratos, faziam bolos para me receber, enfim, faziam do arroz, das cenouras e do cacau verdadeiras obras-de-arte. E eu lá continuava na fase do « quando-eu-precisar-vou-à-net-buscar-uma-receita-qualquer-e-faço-como-toda-a-gente ».


Este ano os meus pais resolveram investir no tratamento de choque. Compraram-me uma panela daquelas que se mete a comida toda para lá ao monte, deita-se água, carrega-se no botão « Arroz » ou « Legumes » ou « Tartes » e a coisa aparece feita. Grande excitação, grande alegria, « Vais aprender a cozinhar! ». E eu, claro, aproveitei logo para impor condições, que isso não é assim, «ah e tal temos uma nova inquilina cá em casa, chama-se Panela Mágica e é favor recebê-la com carinho. ». Nada disso. É para cozinhar, cozinha-se, mas a minha ementa quem a faz sou eu. E já os 200 euros estavam gastos, não havia remédio senão fazê-los úteis e aceder ao pedido. E assim passei a eu a ter estas maravilhas dentro de casa:







Devo dizer que agora tenho uma alimentação muito mais saudável e saborosa. E os meus melhores amigos na cozinha são estes ( e fazem a diferença toda! ):





Um pormenor importante da minha arte de cozinha é que não sigo receitas e tenho certa relutância em cozinhar coisas separadamente. Isto porque habituei-me com a panela e agora, que já estou na fase de cozinhar com tachos e panelas tradicionais e sem pózinhos mágicos, tenho dificuldade em largar o velho hábito. Ainda assim, o resultado, não sendo sempre exactamente aquele que eu esperava, tem sido sempre uma surpresa agradável!
Quem não gosta sempre das minhas invenções são os restantes habitantes da casa ( à excepção do Bobby; esse está-se nas tintas, não é ele que depois observa a chafurdice em que eu transformo a cozinha e até seria capaz de gostar ). Bem, hoje vou experimentar fazer pão-de-alho e um dia destes vai ser o meu bolinho de canela e pepitas de chocolate.

Não sei porquê, mas cheira-me que não tarda muito e, em vez de ser obrigada a cozinhar, vou é ser expressamente proibida de entrar na cozinha!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Do my dolls rock?


























Umas mais do que outras, é certo. Estas foram as resistentes. Resistiram ao tempo mas, sobretudo, resistiram à minha fúria e criatividade mórbida infantis. Ainda têm cabelo, duas pernas (uma delas tem uma perna colada com fita-cola, mas tem duas pernas como toda a gente ), dois braços e uma cabeça ( uma delas tem a cabeça enfiada à força no pescoço porque partiu, mas tem uma cabeça como toda a gente ). Têm roupas muito dignas, algumas rasgadas, outras são bocados de farrapos enrolados à volta delas e cosidos assim à volta do corpo, algumas coisas são improvisadas com pulseiras e bocados de coisas que já nem coisas chegam a ser, mas têm as suas roupinhas muito dignas. E cá estão elas, vários natais e aniversários depois, a encher recordações num mundo que continua a querê-las integradas, bem perto, bem à mão, fechadas no armário, volta e meia colocadas como decoração numa prateleira de escritório, mas sempre por ali, a dar sinais de presença e memória, de que o tempo passa mas não desaparece, foge mas não escapa.