segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É nestes momentos que uma pessoa sabe quem são os verdadeiros amigos

Então dá as Navegantes da Lua no Canal Panda todos os santos dias às 21h e não há uma criatura que tenha a fofice de fazer o obséquio de me prevenir??? ( sim, claro que gosto delas, de onde é que acham que veio o meu nome, hum? )




Deixem-se estar. Não, a sério. Fiquem descansadinhos. A minha lista negra acaba de ser preenchida com mais uns nomezinhos. MUAHAHAHAHAHAHA !!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tudo o que tenha a ver com comida não precisa de títulos sugestivos.

A minha relação com a cozinha foi sempre algo catastrófico. Primeiro, com a própria comida. Aquela velha máxima « o que não mata engorda » diz-nos, assim como quem não quer a coisa, que o chocolate, os bolos, e tudo o mais que contenha açúcar ( e, numa perspectiva mais dramática, tudo o que ingerimos ) vai parar àqueles sítios a que não queremos e, por isso, ver uma tablete de chocolate pode ser tão agradável quanto desanimador.

O segundo elemento desta minha relação com a cozinha é o próprio acto de cozinhar. Tinha eu 9 anos, andava na escola primária, e já algumas meninas sabiam estrelar um ovo. Eu, nada. Tinha eu 12 anos, andava no sexto ano, e já algumas meninas ( e meninos ) sabiam fazer um arroz ou um bife, em caso de necessidade. Eu ainda não tinha chegado à fase do ovo estrelado. Tinha eu 15 anos, andava no décimo ano, e já algumas meninas cozinhavam ao chegar a casa, durante a semana, porque as mães vinham tarde do trabalho. Eu continuava na fase do «ponho-a-mesa-e-já-é-muito». Tinha eu 18 anos, acabada de entrar na faculdade, e verifico que algumas meninas já cozinhavam diariamente, rotineiramente, e também inventavam pratos, faziam bolos para me receber, enfim, faziam do arroz, das cenouras e do cacau verdadeiras obras-de-arte. E eu lá continuava na fase do « quando-eu-precisar-vou-à-net-buscar-uma-receita-qualquer-e-faço-como-toda-a-gente ».


Este ano os meus pais resolveram investir no tratamento de choque. Compraram-me uma panela daquelas que se mete a comida toda para lá ao monte, deita-se água, carrega-se no botão « Arroz » ou « Legumes » ou « Tartes » e a coisa aparece feita. Grande excitação, grande alegria, « Vais aprender a cozinhar! ». E eu, claro, aproveitei logo para impor condições, que isso não é assim, «ah e tal temos uma nova inquilina cá em casa, chama-se Panela Mágica e é favor recebê-la com carinho. ». Nada disso. É para cozinhar, cozinha-se, mas a minha ementa quem a faz sou eu. E já os 200 euros estavam gastos, não havia remédio senão fazê-los úteis e aceder ao pedido. E assim passei a eu a ter estas maravilhas dentro de casa:







Devo dizer que agora tenho uma alimentação muito mais saudável e saborosa. E os meus melhores amigos na cozinha são estes ( e fazem a diferença toda! ):





Um pormenor importante da minha arte de cozinha é que não sigo receitas e tenho certa relutância em cozinhar coisas separadamente. Isto porque habituei-me com a panela e agora, que já estou na fase de cozinhar com tachos e panelas tradicionais e sem pózinhos mágicos, tenho dificuldade em largar o velho hábito. Ainda assim, o resultado, não sendo sempre exactamente aquele que eu esperava, tem sido sempre uma surpresa agradável!
Quem não gosta sempre das minhas invenções são os restantes habitantes da casa ( à excepção do Bobby; esse está-se nas tintas, não é ele que depois observa a chafurdice em que eu transformo a cozinha e até seria capaz de gostar ). Bem, hoje vou experimentar fazer pão-de-alho e um dia destes vai ser o meu bolinho de canela e pepitas de chocolate.

Não sei porquê, mas cheira-me que não tarda muito e, em vez de ser obrigada a cozinhar, vou é ser expressamente proibida de entrar na cozinha!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Do my dolls rock?


























Umas mais do que outras, é certo. Estas foram as resistentes. Resistiram ao tempo mas, sobretudo, resistiram à minha fúria e criatividade mórbida infantis. Ainda têm cabelo, duas pernas (uma delas tem uma perna colada com fita-cola, mas tem duas pernas como toda a gente ), dois braços e uma cabeça ( uma delas tem a cabeça enfiada à força no pescoço porque partiu, mas tem uma cabeça como toda a gente ). Têm roupas muito dignas, algumas rasgadas, outras são bocados de farrapos enrolados à volta delas e cosidos assim à volta do corpo, algumas coisas são improvisadas com pulseiras e bocados de coisas que já nem coisas chegam a ser, mas têm as suas roupinhas muito dignas. E cá estão elas, vários natais e aniversários depois, a encher recordações num mundo que continua a querê-las integradas, bem perto, bem à mão, fechadas no armário, volta e meia colocadas como decoração numa prateleira de escritório, mas sempre por ali, a dar sinais de presença e memória, de que o tempo passa mas não desaparece, foge mas não escapa.